Resenha: Cartas de amor aos mortos

Assim como Kurt, Janis, Amelia e outros que já se foram mas de algum jeito permanecem aqui, Cartas de amor aos mortos deixa uma marca indelével.” - Gayle Forman, autora de Se eu ficar

Ontem eu terminei de ler um dos livros que mais me tocaram no mundo! Minha querida aluna Vitória me emprestou e em 5 dias eu me acabei em lágrimas. É um daqueles livros com um título que dá curiosidade de saber sobre o que é e te surpreende em cada página.

O livro conta a história de uma adolescente chamada Laurel que perdeu sua irmã e em uma aula de inglês começa a escrever cartas para pessoas que já morreram. O livro todo é em formato de cartas onde ela escreve detalhes de sua vida, acontecimentos, medos, sonhos e outras coisas.

Ao longo do livro me identifiquei muito com a personagem principal: uma garota entrando no ensino médio, sem amigos e sem saber o que realmente fazer para se enturmar e além desses problemas normais de adolescentes, ela ainda carrega uma saudade de ter visto a irmã morrer. Então eu li o livro inteiro pensando na minha avó. <3

Laurel é doce, meiga, inocente e curiosa para descobrir as coisas que estão por vir mas sempre fazendo memória de sua irmã em todos os momentos de sua vida. Decide então tentar ser como May, sua irmã, que era quem ela mais admirava e a via como sua melhor amiga... Laurel recebia proteção e incentivo da irmã mais velha em tudo e amava o modo como May era linda, viva, destemida, e corajosa. Ela amava o modo como ela parecia estar acima de tudo e todos, o modo como ela amava a vida, como parecia ter asas e podia voar.

Sinopse: Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky.
Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

Quando se tem que lidar com a dor de perder alguém sem poder fazer nada, a vida fica um pouco complicada. Mas é pra isso que servem os amigos né? E Laurel encontra duas amigas que também passam por diversos problemas e no decorrer do livro soltam conselhos que eu não consegui ler sem chorar.

Cada personagem carrega algum problema pessoal e eu amei a forma com que a autora abordou os temas homossexualidade, pais separados, depressão. Tudo tão leve mostrando sempre que há solução para tudo e que a vida é muito linda.

O livro me ajudou a conhecer melhor quem era Amy, Kurt e outros artistas que a Laurel envia carta e é incrível ver que pessoas que fizeram tanto sucesso tiveram problemas que ajudaram a acabar com suas vidas, mostrando assim que eles não eram apenas personalidades mas humanos com sentimentos e dores.

Me identifiquei bastante por ter uma irmã mais nova e cada vez que Laurel mencionava sua irmã May, eu pensava se minha irmã também me via dessa forma e se de alguma maneira eu era inspiração para ela.

"O universo é maior do que qualquer coisa que cabe na sua cabeça. - disse May para Laurel. Cada um de nós, cada personagem é um universo. Com seus segredos e pensamentos, dores e alegrias. Um universo, belo e desconhecido."

O livro da Vitória estava todo marcado nas melhores frases então eu escolhi algumas que ela marcou e outras que eu achei lindas e vou compartilhar com vocês para dar aquele gostinho de quero mais hahaha :D

Melhores frases:

  • Quando olho para Sky lembro que o ar não é apenas algo que existe, mas que se respira.
  • Era um mundo cheio de sentimentos para os quais eu não tinha palavras.
  • Quando você perde alguma coisa próxima, é como perder a si mesmo.
  • Sabe quando você acha que conhece alguém? Mais do que qualquer um no mundo? Você sabe que entende a pessoa, porque a enxerga de verdade. E então você tenta se aproximar, e ela… desaparece. Você achava que pertenciam uma à outra. Achava que ela era sua, mas não é. Você quer protegê-la, mas não pode
  • Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos.
  • Você pode achar que quer ser salva por outra pessoa, ou que quer muito salvar alguém. Mas ninguém pode salvar ninguém, não de verdade. Não de si mesmo.
  • Um amigo é alguém que dá liberdade total para você ser você mesmo – especialmente para sentir ou não sentir. Qualquer coisa que você sinta naquele momento está bom para ele. É o que amor verdadeiro significa – deixar alguém ser ele mesmo.
  • Talvez ao contar histórias, por pior que sejam, não deixemos de pertencer a elas. Elas se tornam nossas. E talvez amadurecer signifique que você não precisa ser personagem seguindo um roteiro. É saber que você pode ser a autora.

Os personagens são tão amorzinhos! Sky é aquele personagem que você quer tirar do livro e trazer para o mundo real!! Ele também tem sua inseguranças e entende Laurel, sendo pra ela a perfeita imperfeição <3. As amigas que ela faz no colégio são Hannah e Natalie, duas personalidades diferentes que mostram no livro o que é o amor de verdade.

Espero de coração que vocês leiam esse livro! A leitura é boa, o vocabulário é bem jovial mas a lição de vida que vem por trás desse livro é maravilhosa!!!

Um grande beijo, Ana <3

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Por: Anastácia Kaziuk

Oi! Meu nome é Anastácia Kaziuk, tenho 24 anos e sou de Ji-Paraná, Rondônia. Sou técnica em Informática pe...